tradutor


sábado, 24 de abril de 2010

Desabafo : médicos, olha o código de ética aí minha gente.

Ah! os médicos ....Vamos ver se com esse novo código de ética vai resolver alguma coisa. Aqui no Brasil infelizmente temos muitas leis, muito códigos, muita burocracia, mas na prática as coisas são bem diferentes. Atualmente tenho uma postura que não gostaria de ter quando vou ao médico. Como diz o bom mineiro vou com um pé na frente e outro atrás.Não sei se azar ou concidência, mas comigo já aconteceram coisas absurdas em consultas médicas. Como tenho uma intuição mais aguçada um pouquinho ( me chamam de bruxinha) eu descubro o que eles fazem pra ganhar mais nas custas do pobre paciente. Como se não bastasse o preço das consultas particulares ou o preço dos planos de saúde eles dão um jeitinho de ganhar mais.Não que eu ache que eles estejam ganhando muito bem, pois os médicos que fazem atendimento nos postos não ganham tão bem assim. Mas, aqueles de consultório particular, com tudo do bom e do melhor, aparelhagens de primeira, conforto nas salas de espera, etc... Desses você espera um atendimento também de primeira, mas não é isso que acontece com a grande maioria. Só tem fachada.
Vou relatar minhas experiências sem contar o "santo" porque na época estava passando muito mal e não consegui brigar ir na justiça e outras vezes estava de companhia com pessoas da família que não quiseram criar confusão. Mas a vontade que me deu foi de rodar o chitão( saia de chita de mineira) Hahahaa. Não é só baiana que roda saia não.
Vamos lá. Fui a um ginecologista para exame de rotina. Ele pediu um exame e me disse pra entragar no seu consultório e pagar lá mesmo que sua secretária se encarregaria de enviar ao laboratório. Como eu tinha um plano de saúde ele me disse que o preço era da tabela do plano.Ele ofereceu porque a secretária vai nos laboratórios e facilta para o cliente.Confiei no médico e deixei o exame lá. Mas fui embora com uma vozinha me soprando no ouvido direito: hummmm! Que médico mais bonzinho.... Hummmm quando a esmola é demais.. Marly, Marly será que o preço da tabela é esse mesmo que você pagou? Nem dormi aquilo me martelando  de noite.Já adivinharam a resposta? Acertaram.O preço não era aquele. Fui verificar o preço da tabela do plano e ele cobrava mais. Aí tive que arrumar uma confusão e devolveram meu dinheiro. Esse mesmo sujeito me receitou um remédio pra ir tomando quase um ano e fui verificar o remédio era pra aumentar o meu problema para ele me operar, porque me disse que se eu não melhorasse eu precisaria operar. Pesquisei sobre o remédio e  verifiquei que o remédio era proibido para o meu caso. Não tomei. Não precisei operar.Hoje estou curada. Olhem bem, se eu fosse escutando tudo que médico diz eu já teria feito umas cinco operações.
Aconteceu esse ano do meu pai descobrir um problema sério na vista que foi receitado uma injeção moderna dentro do olho. Essa injeção é muito cara. Cada uma custa 5000 mil reais. E ele teria que tomar pelo menos três. Pesquisei no Dr. google pra ver laboratório, preços, clínicas,etc.( parênteses: tem médico virando cozinheiro por conta do paciente pesquisar na internet. Não gostaram do paciente ficar por dentro da medicina. Querem deter o poder do conhecimento. Mas como disse uma vez meu professor de Filosofia: todo mundo que quiser pode estudar, pesquisar, aprender.O conhecimanto é livre. E o conhecimento é a nossa maior arma. Não precisa ser médico pra conhecer tratados de medicina. O povo sem conhecimento é feito de bobo todo dia) Voltando a injeção. Descobri que em algumas clínicas ficava na metade do preço. Por quê? Aí pesquisa vai, pesquisa vem descobri que a dose é dividida na metade e que muitas clínicas marcavam o paciente no mesmo dia ou guardavam na geladeira a outra metade para usar no outro mês. Mas na clínica que meu pai foi, perguntei para o médico da outra metade da dose e ele ficou em segundos das cores do arco-íris. Gaguejou, tropeçou nas palavras, enfim teve um choque. Sem saída disse que jogou a outra metade fora ( olhem bem a outra metade é uma bagatela de 2500 reais) para não pegar bactérias. Hahahahahah. Se fosse assim a médicina estava ainda na pre- história porque hoje tudo fica na geladeira. Nem vacina poderíamos tomar. Eu, muito educadamente, porque na cidade não tinha outro especialista para o tratamento, e meu pai não queria fazer em outra cidade, dei a idéia para o médico de dividir a dose com outro paciente. Idéia que ele aceitou de imediato. Não pude brigar, não pude rodar meu chitão, tive que engolir em seco. Fico pensando quantas pessoas são lesadas e assaltadas todos os dias? Muita gente confia cegamente no médico. E são roubadas, remédios são receitados erroneamente, são maltratadas... Agora com o novo código espero que alguma coisa mude. Eu vou imprimir um pra levar nas consultas. As faculdades também estão acrescentado no currículo matérias que possam humanizar a relação medico paciente. Deus queira que melhore, porque o médico antes de tudo tem que ser humano. Tenho saudades daqueles médicos antigos, aqueles clínicos gerais que sabiam de tudo. Como não tinha tanto exame como hoje eles tinham que conhecer os sintomas e realmente SABER. E eles conversavam com você,sabiam seu nome, se precisasse iam na sua casa pra consultar. A consulta também não era só pedir exame ele te ouvia e EXAMINAVA. Nem sempre o exame mais moderno é o essencial. Sugiro que esses médicos leiam o livro  Médico de Homens e de Almas de Taylor Caldwell e aprendam alguma coisa com o  São Lucas do livro.
Outro dia conto mais porque devo ter um caso para cada ítem do código de ética.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fazendo arte na cozinha : Receita de Rosca de mandioquinha da Tânia

Hummm! Hoje acabei fazendo uma receita de pão doce de mandioquinha ( na minha terra batata baroa) É uma delícia! Fazia tempo que não fazia essa receita e lembrei de uma amiga, dessas que ficam perdidas no tempo, que mudam de endereço e somem e nunca mais a gente tem notícias. Então senti saudades. No título da receita está o nome dela: Tânia. Toda vez que faço essa receita lembro dela, das nossas tardes com nossos filhos, ou na minha casa ou na dela. Geralmente trocávamos e experimentávamos receitas nesses encontros. E falávamos de nossas vidas. De repente, como tantas coisas boas de nossas vidas fomos nos afastando e ela mudou de cidade. Nunca mais nos vimos. Mas da amizade ficou a receita de pão de mandioquinha. E o cheiro do pão, o gosto do pão me fez voltar no tempo. Por isso gosto de colocar sempre o nome de quem me deu uma receita . Assim a gente não esquece daquela pessoa esteja ela onde estiver. É como um presente. Pra vocês não ficarem com água na boca aí vai a receita da minha amiga :

1/2 kg de mandioquinha
100 gr. de manteiga ou margarina,
1xic. de açúcar,
3 ovos,
1 pitada de sal,
1 copo de leite morno,
50 gr. de fermento para pão
1 kg. de farinha de trigo.

Modo de fazer:
Cozinhe e amasse ou bata no liquidificador a mandioquinha ainda quente. Acrescente a margarina,os ovos e mexa bem. Acrescente em seguida o açúcar, o sal, o leite morno com o fermento dissolvido. Por último a farinha de trigo peneirada. Amasse bem até chegar na consistência ideal para fazer as tranças. Se precisar acrescente mais um pouco de farinha. A massa não pode ficar dura . Faça as tranças e deixa crescer.  Mistura gema com um pouco de óleo passa nas roscas e joga um pouco de açúcar cristal por cima. Forma untada e forno quente.
Podem fazer que vão adorar.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

MEUS POEMAS ( momentos catárticos)

  • POESIA

 As vezes a poesia é tanta
 Não cabe em palavra alguma.
Fica presa dentro do peito,
Arrebentando o coração.
E o poeta explodindo,
Estufado de poesia
Não tem saída:
Sucumbe
                                                                  Marly Renault Adib Bittencourt

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nhanduti

Nhanduti
Arte da renda

A origem do nhanduti, diz a lenda, está ligada a uma inconsolável indígena cujo amado desapareceu no dia do casamento. Ao achá-lo morto na selva fechada, ela se abraçou ao seu corpo, velando-o toda a noite. Ao amanhecer, a luz do sol mostrou que o guerreiro morto estava coberto por um belo manto de teias tecido pelas aranhas. A noiva buscou fios e agulhas e, copiando o trabalho das aranhas, teceu para o amado uma deslumbrante mortalha, criando a primeira peça de nhanduti. A renda Nhanduti ou Tenerife é uma categoria de renda difundida nos países latino americanos pela dominação espanhola e que teria alcançado o Brasil especialmente através do Paraguai. Uma trama radial é montada pela rendeira sobre um bastidor onde o desenho final vai se definindo conforme a variação de pontos básicos executados sobre ela. É conhecida também por renda do sol porque os vários motivos são tecidos sobre a trama que parte de um centro, assemelhando-se a uma teia de aranha, que é o significado do seu nome paraguaio (na língua guarani), “ñanduti”. Um grupo de pessoas se reuniu durante 3 meses no APA – Espaço Cultural para somar experiências e o conhecimento de cada um, resgatar e não deixar morrer a arte da renda Nhanduti.

APA – ESPAÇO CULTURAL
http://http://www.nhandutideatibaia.com.br/

Essa foto foi uma experiência que fiz. Primeira tentativa. Na verdade inventei esses pontos. Pretendo aprender ainda.

Achei essa matéria sobre o nhanduti na internet, essa arte que hoje voltou a ser valorizada.
Eu me lembro de minha avó Olinda fazendo essa renda nhanduti. Que saudades! Engraçado, como cada renda, cada trabalho manual conta uma história. Quando criança eu via minha avó às voltas com rendas e crochês. Foi uma época muito difícil pra quem gostava das artes manuais.Se não conhecesse alguém para ensinar tinha que tentar sozinha, porque televisão não se falava em artes manuais. Alguma matéria saia em jornais e revistas, mas não com essas fotos do passo a passo de hoje. Vídeo aula, que sonho! Hoje vejo que ela foi uma heroina. Tinha um caderno grande que ia colando com todo capricho os recortes que saiam em jornais e revistas e os pequeninos modelinhos de crochê e rendas, que ela colava ali também, com a explicação embaixo.
Foi assim que aprendi a amar o nhanduti, essa renda maravilhosa! E há pouco tempo numa viagem ao Paraguai voltei a ter contato com essa renda. Lá você encontra maravilhas. É o cartão postal do Paragui.








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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Feliz Ano Novo

O Ano já se foi e com ele tudo o que conseguimos realizar e o que ficou inacabado. Todo final de ano a gente tem uma sensação de que ficou faltando coisas pra fazer ou resolver. Mas o novo ano vai começar e podemos renovar nossos sonhos e esperanças. Deixar pra trás o que não foi bom. Esquecer, deletar. Ainda bem que temos esse dom do esquecimento. Mas não podemos esquecer tudo não. Não podemos esquecer esse problema que atinge nosso planeta, nossa vida e dos nossos filhos. Estamos nas mãos da revolta da natureza. Depois de tudo que fizemos a natureza chora e pede socorro. E nós fingimos que não estamos vendo. Desligamos a televisão pra não ver as enchentes, os furacões, as secas, as forças que vêm do alto. Fim do mundo? Fim dos tempos? Talvez. Estamos pouco preocupados com tudo isso enquanto não nos atinge diretamente. O homem levou séculos pra conseguir o progresso: asfaltar as ruas, usar máquinas e mais máquinas pra tudo, ter cada dia mais, pouco se incomodando com os rios, os mares, a poluição... e ainda hoje se recusa a olhar ao seu redor e ver que estamos afundando no próprio buraco que cavamos. Não podemos mais fechar os olhos para tudo isso. Temos que cuidar da  nossa mãe terra, antes que seja tarde demais
Que em 2010 as notícias sejam mais animadoras. Estou com a televisão ligada mostrando a retrospectiva de 2009. Só destruição, desgraças, violência, medo, epidemias. Que possamos lembrar de 2010 com saudades e não com tristeza como foi 2009. Que o BEM  possa vencer o mal que atinge o nosso século.
Feliz ano novo para todos

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

TRANSPORTADORES DE SONHOS

Somos todos transportadores de sonhos. Colocamos nossa bagagem nos ombros e levamos pra todo lado pedacinhos da nossa vida, da nossa história.
Se você prestar atenção nas nossas artes têm um poucode tudo: dos caminhos que passamos, das histórias que ouvimos e contamos, dos nossos encontros e desencontros, das nossas alegrias e tristezas.
Parte de nossas vidas estão bordadas ponto a ponto na arte de trançar os fios; arte de misturar as cores; arte de dar vida às pedras e cabaças; arte de juntar as contas.
Quando passar por nosso trabalho, por mais simples que seja, lembre-se de que com nossas mãos colorimos a vida e estamos expostos com a nossa arte de pintar, bordar, colorir na tentativa de transformar, renascer, criar um mundo mais belo.
Marly

( Feira de Natal de Poços de Caldas)